Thursday, February 26, 2026

Secretário de Estado Marco Rubio – pronunciamento à imprensa

Department of State United States of America

Tradução cortesia do Departamento de Estado dos Estados Unidos



DISCURSO – trechos

MARCO RUBIO, SECRETÁRIO DE ESTADO
St. Kitts Marriott Beach Resort
Frigate Bay, São Cristóvão e Névis 

SECRETÁRIO RUBIO: Esta manhã, fomos informados pelas autoridades cubanas sobre um incidente ocorrido ao longo da costa de Cuba. Imediatamente começamos a apurar o ocorrido. No momento, o Departamento de Segurança Interna, a Guarda Costeira e outros órgãos estão envolvidos. A maior parte das informações que possuímos até agora é aquela fornecida pelas autoridades cubanas, tanto ao público quanto ao governo dos Estados Unidos. Temos nossa Embaixada em Havana trabalhando nesse caso neste exato momento, solicitando acesso às pessoas que estavam nessas embarcações, para saber se eram cidadãos americanos ou residentes permanentes. Segundo o regime cubano, a embarcação estava registrada na Flórida. Estamos verificando essa informação.  

Saberemos em breve. Saberemos rapidamente muito mais fatos sobre esse incidente do que sabemos agora. A maioria dos fatos divulgados publicamente são aqueles baseados nas informações fornecidas pelos cubanos. Vamos verificar isso de forma independente. À medida que coletarmos mais informações, estaremos preparados para responder adequadamente. Não vou especular. Não vou opinar sobre o que ainda não sei. Mas vamos descobrir exatamente o que aconteceu aqui e, então, responderemos de acordo. 

Certo. Alguma pergunta?

PERGUNTA: O senhor entrou em contato com alguém em Cuba? E, quero dizer, qual é o seu contato com

SECRETÁRIO RUBIO: Bem, as autoridades em Cuba, a guarda de fronteira, mantêm contato constante com a Guarda Costeira, então eles os alertaram esta manhã. Fui informado disso naquele momento. Então, muitas vezes, nesses incidentes e situações como essa, os relatos iniciais são incompletos e, à medida que o dia avança, novas informações surgem. Acho que no início da manhã — certamente por volta das 9h ou 10h, talvez um pouco mais tarde no nosso horário aqui — entrei em contato e começamos a analisar a situação de forma independente. Temos vários diferentes órgãos do governo dos EUA tentando verificar os elementos da ocorrência com base nas informações que nos foram fornecidas.   

Pois bem, eu sei que a Guarda Costeira respondeu ao incidente e se deslocou até a área. Vou precisar receber deles mais detalhes e informações quando embarcar, para entender exatamente o que estão buscando. Não sei quem está com a posse da embarcação, que é a primeira coisa que queremos saber. Obviamente, queremos ter acesso a essas pessoas, se forem cidadãos americanos ou residentes legais dos EUA. Mas não vou especular agora porque, neste momento, muitas das informações disponíveis foram fornecidas pelos cubanos. Vamos verificar essas informações de forma independente e chegar às nossas próprias conclusões.

PERGUNTA: Então, não se tratava de pessoal do governo dos EUA? Não havia nenhuma operação do governo dos EUA em andamento?

SECRETÁRIO RUBIO: Não, não.

PERGUNTA: O senhor conversou com algum oficial cubano sobre isso?

SECRETÁRIO RUBIO: Não, não conversamos

(…)

PERGUNTA: Se fossem cidadãos ou residentes legais americanos, que tipo de retaliação poderíamos esperar do governo?

SECRETÁRIO RUBIO: Não vou especular sobre o que os EUA farão. O que estou dizendo é que vamos descobrir exatamente o que aconteceu, quem esteve envolvido e, então, tomaremos uma decisão com base no que apurarmos. E vamos descobrir. Não vamos simplesmente aceitar o que outra pessoa nos disser. Vamos descobrir. E estou muito confiante de que seremos capazes de esclarecer o ocorrido e verificar os fatos de forma independente. 

(…)

PERGUNTA: Mas o senhor tem algum motivo para duvidar da versão deles, ou é apenas que o senhor (inaudível)?

SECRETÁRIO RUBIO: Tenho todos os motivos para querer nossas próprias informações. Geralmente, não tomamos decisões nos Estados Unidos com base no que as autoridades cubanas dizem.

PERGUNTA: Posso perguntar sobre o anúncio feito hoje pelo Departamento do Tesouro a respeito do petróleo venezuelano para Cuba, por razões humanitárias, destinado a empresas privadas? Isso representa uma mudança de política? Qual é a motivação?

SECRETÁRIO RUBIO: Não, sempre foi legal vender para o setor privado em Cuba, certo? Essas não seriam vendas para o governo. Não seriam vendas para a GAESA, a empresa estatal cubana. Seriam vendas para um setor privado muito pequeno que existe em Cuba, e isso sempre foi legal. Quero dizer, existem pessoas que têm licença para fazer isso agora. Isso apenas ampliaria o número de pessoas que poderiam fazê-lo. Novamente, seria direcionado ao setor privado. O setor privado em Cuba é bastante pequeno. Ele existe, mas é pequeno. E certamente, por si só, não tem capacidade para lidar com a escala e a magnitude dos desafios que eles enfrentam. 

(…)

PERGUNTA: Eles podem negociar um novo sistema em Cuba? Quero dizer, o senhor tem esperança de que possa haver reformistas internamente que possam (inaudível)? 

SECRETÁRIO RUBIO: Bem, o status quo é insustentável. Tivemos uma reunião hoje com todos os líderes da Caricom, e esse foi um dos pontos que levantei, e creio que praticamente todos na sala concordaram que o status quo em Cuba é inaceitável. Cuba precisa mudar. Precisa mudar. E não precisa mudar tudo de uma vez. Não precisa mudar de um dia para o outro. Todos aqui são sensatos e realistas. Estamos vendo esse processo acontecer, por exemplo, na Venezuela. Muitos dos países representados na conferência da Caricom hoje foram países que passaram por transições em algum momento de sua história. 

Mas Cuba precisa mudar. Precisa mudar drasticamente, pois essa é a única chance que Cuba tem de melhorar a qualidade de vida de seu povo e não perder 15% de sua população desde 2021. Quinze por cento da população cubana deixou o país desde 2021. Esse não é um sistema que está funcionando. É um sistema em colapso, e eles precisam fazer reformas drásticas. E se eles quiserem fazer essas reformas drásticas que abram espaço tanto para a liberdade econômica quanto, com o tempo, política para o povo cubano, obviamente os Estados Unidos adorariam ver isso. Seríamos prestativos. Se decidirem se manter firmes e simplesmente seguir em frente, então acredito que continuarão enfrentando fracassos e a população do país continuará a sofrer. Será culpa do regime.

(…) 

PERGUNTA: O senhor falou sobre as eleições na Venezuela. Gostaria de saber qual é o cronograma que o senhor está considerando para isso. 

SECRETÁRIO RUBIO: Bem, não sei se estabeleceríamos um cronograma artificial. O importante é que, do ponto de vista lógico, é difícil realizar eleições em que muitas das pessoas que desejam participar estão presas ou ainda estão no exterior. Portanto, acredito que, ao entrarmos nesta fase de recuperação, na qual acreditamos ter feito um bom trabalho com as autoridades interinas na fase de estabilização, não vimos migração em massa, não vimos guerra civil, não vimos violência; pelo contrário, vimos uma estabilidade real no país e um aumento da produtividade em seus principais setores.

Acho que agora estamos entrando cada vez mais nessa fase de recuperação, e parte disso é uma reconciliação nacional. Portanto, foram tomadas medidas muito positivas. Centenas de presos políticos foram libertados, a infame prisão Helicoide foi fechada. Esses são passos muito positivos. Vimos a aprovação de uma lei de anistia. Houve, de fato, um debate real na Assembleia Nacional sobre a lei e até emendas apresentadas a ela, e assim por diante. Tudo isso é muito positivo. Não são suficientes, mas são positivas, e creio que isso começa a criar as bases para que a sociedade civil funcione no local.  

Para haver eleições, é preciso uma série de fatores. É preciso que haja partidos políticos formados. É preciso que haja movimentos políticos. É preciso um ambiente midiático que permita às pessoas fazer campanha e divulgar suas ideias. Todas essas coisas precisam estar em vigor, e é preciso ter candidatos que possam concorrer. E então eu creio que tudo começa com — muitas das pessoas que estavam na prisão estavam lá porque eram candidatas ou porque apoiavam candidatos ou porque estavam envolvidas na política. Portanto, é preciso ter uma sociedade civil e política real para que haja eleições, e isso começa, no caso da Venezuela, com a lei de anistia, com a libertação de presos políticos e com a possibilidade de venezuelanos no exterior que desejam participar da vida política do país retornarem.

Há outros fatores que as pessoas precisam considerar. Por exemplo, para ter uma eleição real, será preciso levar em conta como os venezuelanos que vivem no exterior podem votar. Existem consulados estabelecidos onde eles possam comparecer e votar? Porque esses eram grandes locais de votação no passado e, na verdade, Chávez proibiu o voto consular em determinado momento, assim como Maduro, porque estavam perdendo esses votos por larga margem, como você pode imaginar. 

Então, existe um caminho aqui. Não se passaram nem nove semanas desde a captura de Maduro. Acho que a vida na Venezuela hoje não é boa o suficiente, mas é substancialmente melhor do que era há nove semanas, quando isso poderia ter tomado um rumo muito diferente. E, francamente, muitos dos chamados especialistas em muitos dos seus veículos de comunicação previram que isso seria catastrófico, que tudo iria desmoronar e mergulhar no caos, e isso não aconteceu. Mas precisamos ficar atentos. Tem de continuar avançando nessa direção. A tendência é boa, mas precisa ser sustentada. Este ainda é um processo de recuperação, e então poderemos entrar nesse período de transição para algo diferente. 

No fim das contas, a questão principal é a seguinte: para que a Venezuela alcance seu potencial, o que significa atrair o tipo de investimento necessário para realmente reconstruir sua economia e atingir seu potencial, ela precisará legitimar seu governo por meio de eleições. Eles sabem disso. 

(…)

PERGUNTA: Senhor secretário, em suas reuniões de hoje, obviamente muitas dessas ilhas mantêm boas relações com Cuba. Muitas delas dependem dessas missões médicas. Elas enviam seus próprios médicos, médicos locais, para serem treinados em faculdades de medicina cubanas. Isso foi mencionado hoje? Obviamente, é algo que os EUA estão pressionando para que elas abandonem. Mas existem alternativas para um lugar como São Cristóvão, que é tão pequeno?   

SECRETÁRIO RUBIO: Sim. Bem, estamos oferecendo alternativas para eles. Temos missões médicas que podem fornecer uma alternativa. E, de fato, já nos encontramos com algumas dessas pessoas no passado. Outro ponto sobre o programa médico cubano é o fato de que essas pessoas estão trabalhando — basicamente, é tráfico humano. Quero dizer, elas mal recebem pagamento. Sua liberdade de movimento é severamente restrita. E queremos que esses países entendam que é disso que estão participando. Eles estão pagando esse dinheiro ao regime, que arrecada os fundos. Eles recebem pagamento por essas missões médicas. Praticamente nada desse dinheiro vai para esses médicos, que, em muitos casos — acreditamos que seja uma espécie de tráfico humano, tráfico de trabalho, e achamos isso errado. Agora, houve outros países que decidiram simplesmente pagar os médicos diretamente, mas os cubanos não permitem.  

Então, novamente, esse é, de certa forma, o ponto que temos apresentado a eles. Quero dizer, não vamos romper relações diplomáticas com países do Caribe porque eles não concordam conosco sobre isso, mas deixamos isso bem claro, e o assunto foi mencionado hoje. Não foi o foco principal da conversa, mas veio à tona. 

(…)


Veja o conteúdo original: https://www.state.gov/releases/office-of-the-spokesperson/2026/02/secretary-of-state-marco-rubio-remarks-to-press-5/ 

Esta tradução é fornecida como cortesia e apenas o texto original em inglês deve ser considerado oficial.


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