Wednesday, December 4, 2024

FICHA INFORMATIVA: Visita do Presidente Biden a Angola

Department of State United States of America

Tradução cortesia do Departamento de Estado dos Estados Unidos



A Casa Branca
2 de dezembro de 2024
Na ocasião da visita do Presidente Joseph R. Biden Jr. a Angola, celebramos a transformação e o aprofundamento da relação Estados Unidos-Angola. Esta viagem marca a primeira visita de um Presidente dos Estados Unidos em exercício à República de Angola e a primeira visita de um Presidente dos Estados Unidos à África Subsahariana desde 2015.
Esta visita surge na sequência de uma reunião em novembro de 2023, quando o Presidente Biden recebeu o Presidente João Lourenço na Sala Oval em Washington, D.C. Antes e depois dessa ocasião, os homólogos dos Estados Unidos e de Angola trabalharam em estreita colaboração para fazer avançar as visões de ambos os Presidentes para expandir oportunidades económicas impactantes e de alto padrão e melhorar a segurança global e regional. Juntos, os Estados Unidos e Angola reconhecem os horrores passados da escravatura e o seu legado, ao mesmo tempo que olham para um futuro risonho de aprofundamento contínuo da colaboração entre as nossas nações. Hoje, o Presidente Biden e o Presidente Lourenço reunir-se-ão em Luanda, no Palácio Presidencial, para discutir o comércio, o investimento e as infraestruturas; segurança e estabilidade; e aprofundar a cooperação Estados Unidos-Angola. Amanhã, o Presidente Biden deslocar-se-á ao Lobito, Angola, para uma Cimeira sobre o investimento em infraestruturas na região com os líderes de Angola, República Democrática do Congo (RDC), Tanzânia e Zâmbia. As informações sobre as novas e contínuas iniciativas de parceria entre os Estados Unidos e Angola são fornecidas abaixo.

COMÉRCIO, INVESTIMENTO, INFRAESTRUTURAS E DESENVOLVIMENTO
Na Cimeira de Líderes EUA-África, em 2022, os Estados Unidos comprometeram-se a concentrar-se na parceria com África através do investimento. A promoção do comércio e do investimento bilaterais reforça a participação na economia global, acelera o desenvolvimento sustentável e amplia a inovação e o empreendedorismo, resultando num aumento de oportunidades económicas para os cidadãos de ambos os lados do Atlântico. Os Estados Unidos e Angola estão também a trabalhar com outros parceiros através da Parceria para as Infraestruturas e Investimentos Globais (PGI) para melhorar a conectividade transcontinental do Atlântico ao Oceano Índico, o que permite um investimento comercial adicional. Amanhã, o Presidente Biden e o Presidente Lourenço serão co-anfitriões de uma Cimeira multilateral do Corredor Transafricano do Lobito para acelerar ainda mais o desenvolvimento deste corredor económico fundamental.
• A Lei de Crescimento e Oportunidades para África (AGOA) é uma importante iniciativa dos Estados Unidos para melhorar o comércio com os países africanos, ao abrigo da qual Angola beneficia de preferências comerciais desde 2004 e alavancou o Fórum anual AGOA para promover os laços comerciais e económicos com os Estados Unidos. Em 2023, o comércio bilateral Estados Unidos-Angola ascendeu a aproximadamente 1,77 mil milhões de dólares, fazendo de Angola o quarto maior parceiro comercial dos Estados Unidos na África Subsahariana.
• Em novembro de 2024, a Secretária do Comércio dos EUA, Gina Raimondo, assinou um Memorando de Entendimento com o Ministério da Indústria e Comércio de Angola estabelecendo a Parceria Comercial e de Investimento Estados Unidos-Angola. Esta Parceria formalizará a colaboração regular entre os dois governos e com as partes interessadas da indústria dos EUA e de Angola para melhorar os laços comerciais e aumentar a facilidade de realizar negócios. Paralelamente, o Departamento de Comércio dos Estados Unidos está a desenvolver uma missão comercial ferroviária e portuária da África Subsahariana para Angola e África do Sul em 2025 para ligar as empresas dos Estados Unidos a oportunidades de satisfação da procura de soluções ferroviárias e portuárias dos Estados Unidos nos mercados africanos . Os membros do Conselho Consultivo do Presidente para Fazer Negócios em África (PAC-DBIA) – que aconselha o Presidente, através do Secretário do Comércio, sobre formas de reforçar o envolvimento comercial entre os Estados Unidos e os países africanos – também deslocaram-se a Angola para juntarem ao Presidente Biden.
• Em fevereiro de 2024, para apoiar o comércio entre os sectores agrícolas dos Estados Unidos e de Angola, o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) liderou uma Missão Comercial do Sector Agroalimentar a Angola. A missão apoiou 140 reuniões entre empresas entre líderes do sector, com os participantes dos Estados Unidos a reportarem 13,3 milhões de dólares em vendas projectadas para 12 meses decorrentes da viagem.
• Em outubro de 2024, os Estados Unidos e Angola assinaram um Acordo de Céu Aberto para facilitar o aumento da conectividade aérea e proporcionar novas oportunidades significativas para o comércio, o turismo e o investimento. Tal segue-se a um acordo anunciado pela Boeing e pela transportadora de bandeira angolana TAAG em 2023 para a compra de quatro novos 787, aumentando a capacidade da TAAG para voos de longo curso.
• De forma a facilitar as relações comerciais bilaterais entre os EUA e Angola em sectores como a energia, a indústria transformadora, o equipamento e a maquinaria, e o aeroespacial e a defesa, os Estados Unidos estão a ligar as empresas dos EUA e de África a novos compradores, fornecedores e oportunidades de investimento através da iniciativa Prosper Africa. Desde janeiro de 2021, os departamentos e agências dos Estados Unidos na iniciativa Prosper Africa fecharam 12 negócios e investimentos em Angola com um valor combinado de 6,9 mil milhões de dólares.
• Desde 2022, o Banco de Exportação e Importação dos Estados Unidos (EXIM) disponibilizou 2,9 mil milhões de dólares em financiamento para projectos em Angola nos sectores das energias renováveis, infraestruturas e telecomunicações. A título de exemplo, em maio de 2024, o EXIM assinou um acordo de empréstimo final de 363 milhões de dólares para a Acrow Bridge Corporation instalar infraestruturas de pontes que ligam comunidades rurais em Angola em apoio à IGP. Os projectos financiados em Angola apoiam cerca de 6.200 postos de trabalho nos Estados Unidos. Só em 2024, o EXIM emitiu mais 2,7 mil milhões de dólares em Cartas de Interesse não vinculativas nos sectores agrícola, energético, ferroviário, saúde, educação e hospitalar em Angola.

• Nos últimos quatro anos, o Departamento do Tesouro dos EUA apoiou de perto os esforços de Angola para reduzir as suas vulnerabilidades da dívida através de assistência técnica. O programa permitiu ao Governo angolano reestruturar a sua dívida interna e reduzir os custos dos juros. Em dezembro de 2024, a Agência dos EUA para o Desenvolvimento Internacional (USAID) fornecerá 650.000 dólares adicionais em assistência técnica para apoiar o Ministério das Finanças de Angola na gestão da dívida e do risco financeiro.

LIDERANÇA GLOBAL E REGIONAL PARA MANTER AS PESSOAS SEGURAS E PROMOVER SOCIEDADES PÓSPERAS

Juntos, os Estados Unidos e Angola estão a melhorar a segurança, a protecção e o bem-estar dos seus povos, enfrentando desafios comuns. Para além dos tradicionais desafios de segurança, enfrentamos cada vez mais ameaças como as alterações climáticas, a insegurança alimentar e as doenças que não reconhecem nem respeitam as fronteiras nacionais. Juntos, estamos a capacitar intervenientes governamentais mais profissionais e responsáveis que protegem os civis, salvaguardam os recursos naturais e constroem sistemas de saúde mais resilientes, garantindo que ninguém é deixado para trás.
• Em setembro de 2023, o Secretário da Defesa dos EUA, Lloyd Austin, tornou-se o primeiro Secretário da Defesa dos EUA a visitar Angola. Em junho de 2024, o Departamento de Defesa dos EUA acolheu a primeira reunião do Comité Conjunto Angolano-Americano de Cooperação em Defesa (DEFCOM) no Pentágono. Durante o DEFCOM, os representantes assinaram um acordo para permitir o intercâmbio de bens e serviços logísticos entre os nossos respetivos militares, o que facilita a cooperação à medida que continuamos a construir a nossa crescente parceria de defesa. Angola e o Departamento de Defesa dos EUA, com o Departamento de Estado, conforme o caso, continuam a planear o trabalho cooperativo nas áreas da engenharia, medicina, cibernética, manutenção da paz, segurança marítima e desenvolvimento de uma guarda costeira. A próxima reunião do DEFCOM está prevista realizar-se em Angola em 2025.
• Em setembro de 2024, Angola aceitou aderir ao Programa de Parceria de Estado (SPP) do Departamento de Defesa, executado pelo Gabinete da Guarda Nacional. Através do SPP, as unidades da Guarda trabalham com as forças militares parceiras para reforçar as capacidades, melhorar a interoperabilidade e reforçar os princípios de uma governação responsável. O SPP promove relações de longo prazo a todos os níveis da sociedade e incentiva o desenvolvimento de laços económicos, políticos e militares entre os estados dos EUA e as nações parceiras. O Gabinete da Guarda Nacional está actualmente em processo de dotar Angola de uma Guarda Nacional Estatal que esteja bem alinhada com os requisitos do país.
• Desde 2020, os Estados Unidos direcionaram quase 17 milhões de dólares à formação e profissionalização dos militares angolanos, incluindo formação em língua inglesa, alargamento do acesso das mulheres a cursos de educação militar nos Estados Unidos e formação centrada na segurança marítima. Só no ano passado, os EUA aumentaram a assistência anual à Educação e Formação Militar Internacional para Angola de 500.000 para 600.000 dólares. Os Estados Unidos estão também a fornecer aos fuzileiros navais angolanos oito barcos insufláveis de casco rígido e outros equipamentos críticos, estando os últimos quatro barcos programados para serem entregues a Angola até ao final de 2025.
• Os Estados Unidos orgulham-se da parceria com Angola para abordar questões regionais e globais e continuam a ser um parceiro firme na condução de situações desafiantes e complexas. Os Estados Unidos estão a disponibilizar mais de mil milhões de dólares em financiamento humanitário adicional que ajudará os países de toda a África Subsahariana, incluindo Angola, a responder a crises humanitárias, incluindo deslocações e secas induzidas pelo El Niño.

• Os Estados Unidos estão a apoiar o desenvolvimento de uma estratégia de cibersegurança em Angola através de quase 1,4 milhões de dólares em projectos que proporcionam formação e orientação à futura força de trabalho em cibersegurança e auxiliam o Ministério da Defesa angolano na criação de uma capacidade de ciberdefesa.
• O Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos iniciou conversações com os Ministérios do Interior, das Finanças e do Comércio angolanos sobre um programa de três anos no valor de 5 milhões de dólares para reforçar a gestão, supervisão e responsabilização dos dois países nos seus sectores de comércio e viagens. O programa centrar-se-ia na modernização da partilha de informações, permitindo aos governos interditar ameaças e perigos o mais cedo possível, e mitigar e monitorizar ameaças de organizações criminosas transnacionais e outros intervenientes não estatais nocivos.
• Entre 2019 e 2023, o Departamento do Tesouro prestou assistência técnica para ajudar a reforçar a capacidade das instituições angolanas para identificar, detectar e processar o branqueamento de capitais, o financiamento do terrorismo e outros crimes em apoio das reformas políticas e económicas de Angola. A USAID e o Departamento de Estado estão a trabalhar com várias instituições angolanas – incluindo o Parlamento, o Tribunal de Contas Nacional e os Ministérios da Saúde, da Educação e das Finanças – para desenvolver a sua capacidade de gestão das finanças públicas, de gestão da dívida e de combate à corrupção. Está também a ser desenvolvida capacidade para apoiar a implementação em Angola da norma da Iniciativa de Transparência nas Indústrias Extractivas.
• Os Estados Unidos e Angola estão a trabalhar em conjunto para combater o tráfico de madeira através da criação de um Inventário Florestal Nacional, uma ferramenta fundamental para qualquer país que procure conservar e gerir os seus recursos florestais de forma sustentável. O Departamento de Estado, através do Gabinete para os Assuntos Internacionais de Narcóticos e Aplicação da Lei (INL), anunciou 750.000 dólares em novos programas em Angola para melhorar a identificação, interdição e confiscação de bens ilícitos. A USAID irá acrescentar 1,3 milhões de dólares dos recursos regionais de Paisagens Sustentáveis da África Austral do ano fiscal de 2023 a uma parceria existente de 1,3 milhões de dólares para expandir a parceria entre o Serviço Florestal dos EUA e o Ministério da Agricultura e Florestas do Governo de Angola para continuar a trabalhar no inventário florestal, estabelecer uma parceria para a utilização do mercado de carbono e desenvolver um Sistema de Monitorização Florestal.
• O Gabinete de População, Refugiados e Migração do Departamento de Estado fornece financiamento para apoiar a assistência aos refugiados, bem como financiamento regional ao ACNUR para apoiar os quase 56.000 refugiados e requerentes de asilo em Angola.
• Angola é membro fundador da Parceria para a Cooperação Atlântica, uma iniciativa comprometida com os objectivos interligados de promover um Atlântico pacífico, estável, próspero, aberto, seguro e cooperativo, bem como com a conservação do Oceano Atlântico como um oceano saudável, sustentável, e resiliente para as gerações vindouras. Para desenvolver a capacidade de Angola para a investigação científica oceânica e apoiar a segurança alimentar baseada nos oceanos, os Estados Unidos estão a colaborar com a comunidade atlântica para alavancar o apoio ao navio angolano de investigação oceânica Baia Farta. Os Estados Unidos e Angola concluíram uma Carta de Intenções para formalizar a colaboração, incluindo, por exemplo, trazer especialistas dos EUA para Angola para apoiar a capacitação e formação em ciências oceânicas através do programa Fulbright Specialist. Além disso, a parceria público-privada dos EUA com a OceanX identificará oportunidades para os cientistas e jovens angolanos em início de carreira acederem à investigação científica dos oceanos, promover uma nova geração de defensores dos oceanos e colaborar em iniciativas com ONGs e filantropias, incluindo com a OceanX a bordo da investigação navio OceanXplorer no início de 2025.
• Através do Plano de Emergência do Presidente dos EUA para o Alívio da SIDA (PEPFAR), mais de 25.000 pessoas que vivem com o HIV em Angola estão a receber tratamento que salva vidas, desenvolvendo esforços para reduzir a transmissão do HIV de mãe para filho . Nas últimas duas décadas, os Estados Unidos investiram quase 251 milhões de dólares para fornecer serviços de teste, prevenção, cuidados e tratamento do HIV e para reforçar os sistemas de saúde pública através de serviços laboratoriais optimizados, gestão de dados de qualidade e segurança da cadeia de abastecimento em Angola.
• Desde 2006, a USAID disponibilizou quase 415 milhões de dólares para combater a malária através da Iniciativa Presidencial contra a Malária (PMI) em Angola. No ano passado, a PMI distribuiu quase 5 milhões de medicamentos de acção rápida contra a malária e mais de 9 milhões de testes de diagnóstico rápido a clínicas e comunidades para proteger e tratar os angolanos. Mais de 12 mil profissionais de saúde angolanos foram formados desde 2023 para diagnosticar e tratar a malária. Angola registou uma diminuição de 29 por cento nas mortes por malária nas províncias focadas na PMI em 2023, em comparação com os níveis de 2020.
• A USAID está em processo de restabelecimento de uma missão bilateral em Angola para continuar a expandir a presença dos Estados Unidos em Angola e reforçar ainda mais a nossa parceria estratégica emergente.
• Os Estados Unidos, em parceria com a COVID-19 Vaccines Global Access (COVAX) e a African Vaccine Acquisition Trust (AVAT), doaram mais de 11 milhões de doses seguras e eficazes de vacinas contra a COVID-19 ao povo de Angola.
• Os Estados Unidos orgulham-se de trabalhar com Angola no reforço das soluções lideradas por África para as emergências de saúde actuais e futuras. Em setembro de 2024, os Estados Unidos anunciaram 500 milhões de dólares e um milhão de doses de vacina mpox para apoiar os países africanos na prevenção e resposta ao actual surto de mpox. Estamos a cumprir este compromisso, com dois terços dos mais de 500 milhões de dólares de apoio à preparação e resposta ao mpox já disponíveis e em funcionamento para apoiar os países da região. Todas as um milhão de doses de vacinas estão actualmente disponíveis para atribuição pela OMS e pelo África CDC com base nas necessidades e na procura na região. Angola juntou-se aos Estados Unidos como parceiro de Segurança Sanitária Global, o que promoverá uma maior colaboração à medida que ambos os países se esforçam por proteger a saúde, as vidas e o bem-estar económico dos nossos cidadãos e pessoas em todo o mundo .

CELEBRAÇÃO DA RELAÇÃO ESTADOS UNIDOS-ANGOLA

Os Estados Unidos e Angola estão ligados por laços históricos duradouros e revigorados pelo nosso futuro dinâmico. Partilhamos o compromisso de enfrentar a horrível história do comércio transatlântico de pessoas escravizadas, esforçando-nos por reconectar culturas e celebrar a colaboração entre as nossas nações. As pessoas estão no centro desta ligação. Hoje, existem quase 12 milhões de americanos de ascendência angolana. Estas relações – enraizadas na família, na amizade e na comunidade – melhoram e enriquecem as nossas vidas. Impulsionam a nossa cooperação, sustentam os nossos valores partilhados e elevam as nossas aspirações.
• Em 1619, um navio que transportava africanos escravizados que tinham sido capturados em Angola e marcharam à força mais de 160 quilómetros ao longo de uma rota conhecida como Corredor do Kwanza, desembarcou na actual Hampton, Virgínia. Cerca de 6 milhões de pessoas escravizadas foram raptadas das suas casas e expulsas das costas angolanas. Estamos empenhados em aprender com os horrores sofridos pelas pessoas escravizadas e em honrar os seus descendentes, que continuam a lutar pelos direitos civis, pela justiça e pela liberdade. Os Estados Unidos apoiam a nomeação de Angola do Corredor do Kwanza para a lista de Património Mundial da UNESCO como forma de olhar para o futuro, de reconectar os laços culturais e de celebrar a riqueza e a beleza de Angola.
• Os Estados Unidos têm o prazer de anunciar uma doação de 229.000 dólares para apoiar o restauro e conservação da Residência Álvaro de Carvalho Matoso, de 1786, o Edifício do Museu Nacional da Escravatura de Angola. Fundado em 1977, o Museu oferece um programa que promove uma mensagem de harmonia, humanismo e respeito pelos direitos humanos. Os fundos serão destinados à recuperação das galerias exteriores e interiores do edifício.
• Os Estados Unidos e Angola anseiam por um futuro fortalecido por laços interpessoais que reconectem culturas, promovam o diálogo e encorajem a colaboração criativa entre as nossas nações. Em agosto de 2024, a cidade de Hampton, Virgínia, a Autoridade de Fort Monroe, o Serviço Nacional de Parques dos EUA e o Project 1619, Inc. organizaram a comemoração anual do Dia do Desembarque Africano no futuro local planeado para homenagear as vidas dos africanos escravizados roubados de Angola e levados para a actual Hampton. Em setembro de 2024, Hampton e a cidade de Malanje, em Angola, assinaram um acordo de Cidades Irmãs, que consagrará ainda mais as profundas ligações entre os nossos cidadãos.
• Os Estados Unidos e Angola partilham o compromisso de melhorar o diálogo com a Diáspora Africana. O Presidente Biden criou o Conselho Consultivo do Presidente sobre o Envolvimento da Diáspora Africana (PAC-ADE) em dezembro de 2022. Os membros do PAC-ADE discutiram esta visita histórica a Angola com o Assistente do Presidente, o Conselheiro Sénior do Presidente e o Director do Gabinete de Envolvimento Público Stephen Benjamin em outubro de 2024. Os membros do PAC-ADE também viajaram para Angola para se juntarem ao Presidente Biden numa parte da viagem.
• Os Estados Unidos apoiam os esforços de Angola para combater a corrupção, aumentar a prestação de contas e institucionalizar o Estado de direito. Em outubro de 2024, os Estados Unidos e Angola concordaram em agendar a próxima iteração do nosso diálogo bilateral sobre os direitos humanos. Estamos a colaborar em diversas iniciativas focadas nos direitos humanos. Estes esforços exigem o avanço da governação democrática e o respeito pelos direitos humanos, incluindo os direitos fundamentais às liberdades de expressão, de imprensa, de associação, de reunião pacífica e de religião ou de crença. Os Estados Unidos continuam a apoiar o empenho de Angola nas reformas, nomeadamente através do alargamento do papel da sociedade civil e das organizações religiosas na melhoria da qualidade das eleições e da tomada de decisões locais. O Departamento de Estado disponibilizou 10,5 milhões de dólares desde 2021 para apoiar estes objectivos e planeia continuar a fornecer este financiamento, sujeito à disponibilidade de fundos.
• Os Estados Unidos estão a avançar com Angola para proteger e melhorar a democracia como obra da nossa época. O Departamento de Estado está a reforçar os seus investimentos existentes em governação com um montante adicional de 700.000 dólares para capacitação e formação especializada de advogados envolvidos na defesa dos direitos humanos e áreas similares, para reforçar a eficiência e independência do sistema judicial, e para o gabinete do Provedor de Justiça angolano aumentar o envolvimento com os cidadãos, apoiando a transparência e a boa governação. Em outubro de 2024, os Estados Unidos e Angola concordaram em agendar a próxima iteração do nosso diálogo bilateral sobre os direitos humanos.
• Os laços interpessoais são essenciais para a relação EUA-Angola. Desde 1968, mais de 1.200 angolanos participaram em programas de intercâmbio educativo e profissional patrocinados pelo Governo dos EUA, incluindo o Programa Fulbright, o Programa de Liderança de Visitantes Internacionais, a Bolsa Mandela Washington e o Programa Pan-Africano de Liderança Juvenil, entre outros . Através destes programas, estamos a reconectar culturas, a promover o diálogo e a fomentar a colaboração entre as nossas nações.
• Em 2024, os Estados Unidos contribuem com quase 140.000 dólares para expandir a formação da língua inglesa através do Programa de Bolsas de Acesso ao Inglês (Access) e do programa Learning is Never Too Late. O Access fornece inglês profissional e competências do século XXI a 100 participantes com idades compreendidas entre os 17 e os 25 anos em Angola. O programa Learning is Never Too Late oferece ensino de inglês e jornalismo digital a 40 raparigas em Luanda. A Embaixada dos EUA em Luanda está também a fornecer formação de desenvolvimento curricular avaliada em 100.000 dólares para professores do departamento de Inglês e a realizar formação para educadores ingleses e administradores universitários.
• A EducationUSA oferece serviços de aconselhamento na Embaixada dos EUA em Luanda a estudantes angolanos interessados em procurar oportunidades de ensino superior nos Estados Unidos. As parcerias universitárias reforçaram a capacidade de administração do ensino superior, promoveram esforços conjuntos de investigação, criaram intercâmbios docentes e desenvolveram novos programas académicos em áreas relacionadas com as STEM. Notavelmente, uma colaboração entre a Universidade da Califórnia, Berkeley, e a Universidade Agostinho Neto levou a avanços significativos na investigação agrícola, beneficiando tanto as instituições como as suas comunidades.
• Em novembro de 2023, Angola tornou-se a terceira nação africana a assinar os Acordos Artemis, sinalizando o seu compromisso em promover o uso responsável do espaço. Os Estados Unidos e Angola continuarão a trabalhar em conjunto para promover uma visão comum da exploração espacial para o benefício de toda a humanidade.
• Desde 2020, a Embaixada dos EUA em Angola emitiu mais de 490.000 dólares em subsídios para apoiar iniciativas que são importantes para o povo angolano. Estas bolsas financiaram programas de empreendedorismo, língua inglesa, jornalismo, música e direitos de propriedade intelectual. Ao abordar estas áreas essenciais, a Embaixada pretende capacitar os indivíduos e fortalecer as comunidades em toda a Angola.


Ver o conteúdo original: https://www.whitehouse.gov/briefing-room/statements-releases/2024/12/02/fact-sheet-president-bidens-trip-to-angola/ 

Disclaimer: Esta tradução é oferecida como cortesia e apenas o texto original em inglês deve ser considerado oficial.


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