Wednesday, April 1, 2026

Entrevista do secretário de Estado Marco Rubio com Sean Hannity, da Fox News

Department of State United States of America

Tradução cortesia do Departamento de Estado dos Estados Unidos



ENTREVISTA – Trechos

MARCO RUBIO, SECRETÁRIO DE ESTADO
Washington, DC

(…)

PERGUNTA: Sr. secretário, o senhor acredita que os norte-coreanos — tem havido inúmeros relatos de que eles têm ajudado o Irã tanto em seu programa de mísseis balísticos quanto em seu programa nuclear?

SECRETÁRIO RUBIO: Bem, não posso comentar sobre isso, exceto para dizer que não há nada que qualquer governo esteja fazendo, ou que qualquer país no mundo esteja fazendo agora para ajudar o Irã, que esteja, de alguma forma, impedindo a nossa missão. Eles têm países que os ajudaram no passado? Sim, têm. Quero dizer — e, a propósito, o Irã também ajuda outros países fornecendo drones, foguetes e coisas dessa natureza que eles próprios desenvolveram.

Mas entendam isto: o Irã — este é um país que tem dificuldade até para obter água potável. É um país cuja economia está em frangalhos. E ficará em situação ainda pior após esta operação. É um país cujo povo tem protestado nas ruas, não apenas pela falta de liberdade, mas também pela falta de oportunidades econômicas, pois eles tomaram todo o seu dinheiro — todo o dinheiro que possuem, o pouco dinheiro que lhes resta devido às sanções — e investiram tudo em patrocinar o terrorismo, em construir mísseis de longo alcance, aumentar o alcance desses mísseis a cada ano e produzir milhares deles, além de fabricar drones de ataque unidirecional que estão usando contra seus vizinhos. Foi nisso que eles investiram seu dinheiro, e era isso que pretendiam continuar fazendo. Eles se recusaram a negociar sobre os mísseis. Recusaram-se até mesmo a negociar sobre o terrorismo e se recusaram a negociar sobre o enriquecimento . Eles exigem o direito de realizar o enriquecimento.

Portanto, para todas aquelas pessoas que andam dizendo por aí que isso poderia ter sido evitado: foram dadas a eles todas as oportunidades, ao longo de múltiplas rodadas de negociação, e tudo o que fizeram foi rejeitar ou protelar. E isso não acontecerá sob a liderança do presidente Trump. Ele não permitirá que o Irã se torne uma potência nuclear durante o seu mandato e ameace os Estados Unidos, agora ou no futuro. 

(…)

PERGUNTA: Sr. secretário, voltemos à questão do urânio enriquecido a 60%. Claramente, esse material jamais pode cair em mãos erradas. Isso representaria uma ameaça existencial para o mundo e, especificamente, para os Estados Unidos. Portanto, ou eles renunciam a esse material voluntariamente, ou será que podemos selá-lo para que nunca seja usado? Tenho lido muitos artigos sobre essa possibilidade. Ou será que, caso eles não concordem em abrir mão voluntariamente, teremos simplesmente de assumir o controle por conta própria? 

SECRETÁRIO RUBIO: Bem, não vou discutir táticas ou opções que estejam à disposição do presidente. O que posso afirmar é que se trata de uma questão muito… não há… não há utilidade alguma para o urânio enriquecido a 60%. Sei que estamos entrando em detalhes um pouco técnicos aqui, mas, não há utilidade para ele. Não se utiliza esse material para gerar eletricidade, nem para fins médicos. A única razão para possuir urânio enriquecido a 60% é ter a capacidade de enriquecê-lo até 90% e utilizá-lo em uma bomba. Essa é a única razão para tê-lo. O Irã não tem motivo algum para possuí-lo. Eles deveriam — eles devem abrir mão disso. Já lhes foram oferecidas múltiplas oportunidades para fazê-lo. Diversos países, inclusive países considerados aliados por eles, já os procuraram e pediram que entregassem esse material. No entanto, eles continuam se recusando a fazê-lo. 

Então, por que eles continuam se recusando a entregar o urânio enriquecido a 60%? Há apenas uma razão: porque desejam retê-lo e mantê-lo para, um dia, utilizá-lo na construção de uma bomba. Essa é a única intenção — e eles pretendiam se esconder por trás de todos esses mísseis, de todos esses drones, de sua marinha e de sua força aérea. Pretendiam continuar reforçando tudo isso até o ponto em que pudessem dizer ao mundo: "Vocês nada podem fazer a respeito, pois lançaremos esses mísseis contra vocês e os destruiremos."

Veja bem: este é o momento de maior fragilidade que o Irã já enfrentou. Sem dúvida alguma, a situação atual representa o ponto mais fraco em que o Irã se encontra em 25 anos. Observe os danos que eles foram capazes de infligir aos seus vizinhos em seu momento de maior vulnerabilidade. Imagine daqui a dois anos, quando tivessem tido a oportunidade de dobrar o número de mísseis que possuíam, de dobrar o número de drones que possuíam. Imagine isso. Isso não iria acontecer. O presidente não permitiria que isso acontecesse. É por isso que ele agiu.

E, mais uma vez, quero lembrar — pois ouço esses noticiários e é muito frustrante — dizendo que não sabemos quais são os objetivos. Os objetivos são muito claros. Quero repeti-los, e vamos alcançar todos os quatro: vamos destruir a força aérea deles — o que já fizemos; vamos destruir a marinha deles — o que já fizemos em grande parte; vamos destruir as fábricas que produzem esses mísseis e esses drones; e vamos destruir — vamos degradar severamente seus lançadores de mísseis para que não possam disparar essas múltiplas salvas contra seus vizinhos, nem nos ameaçar, ameaçar nossas tropas na região e ameaçar nossos aliados na região. E estamos bem encaminhados para alcançar todos esses quatro objetivos. Esses objetivos serão alcançados. Serão alcançados muito em breve.

PERGUNTA: Vamos falar sobre o Estreito de Ormuz. Vinte por cento do suprimento mundial de petróleo passa por ali diariamente. O senhor tem afirmado categoricamente que não lhes será permitido instituir um sistema de "pedágio", no qual cobrariam dos países para transitar — milhões de dólares —; esse é o ponto número um. E, em segundo lugar, trata-se do livre fluxo de petróleo a preços de mercado. Isso é fundamental para a economia mundial, obviamente, embora não tanto para a economia americana. E isso levanta a questão da Otan, à qual chegarei em um instante. Qual é a importância disso e como o senhor determina se será ou não seguro retirar as forças dos EUA, sabendo e tendo a confiança de que o Estreito permanecerá aberto para o livre fluxo de petróleo?

SECRETÁRIO RUBIO: Bem, o Estreito de Ormuz constitui águas internacionais, certo? Portanto, qualquer ação do Irã para impedir o tráfego comercial é ilegal. Para todos aqueles países que adoram falar sobre Direito Internacional: impedir o livre fluxo de navegação em águas internacionais constitui uma violação do direito marítimo internacional, okay? Então, esse é o ponto número um.

Ponto número dois: é ilegal bombardear, atingir e atacar embarcações comerciais, bem como afundá-las. Quero dizer, foi exatamente isso que os nazistas fizeram durante a Segunda Guerra Mundial, no Atlântico; e é isso que eles estão fazendo agora com navios — navios de países de que não gostam, ou que ostentam a bandeira de países de que não gostam. Trata-se de atos terroristas que eles estão perpetrando.

Sendo assim, os Estados Unidos obtêm uma parcela muito pequena de sua energia por meio do Estreito de Ormuz. Nossos aliados transportam grandes volumes de petróleo por essa rota e me refiro aos nossos aliados do Golfo e, certamente, países da Ásia e da Europa dependem dela. Nós dependemos muito pouco desse Estreito. Portanto — se, de fato, o Irã decidir instituir uma taxa de "pedágio"; se, de fato, o Irã decidir controlar ilegalmente o Estreito de Ormuz, ou decidir tentar fazê-lo, olhe, imagino que caberá ao presidente decidir se deseja prestar auxílio. Mas este é um problema para o mundo. São os países ao redor do mundo que deveriam se mobilizar, lidar com a situação e declarar que isso é intolerável. E é exatamente isso que temos incentivado que façam.

(…)

PERGUNTA: (…) Eu seria negligente, já que tenho a oportunidade de falar com o senhor agora, se não pedisse uma atualização sobre a Venezuela. O senhor se reuniu, mais cedo hoje, com a líder da oposição venezuelana, María Corina Machado. Neste momento, Delcy Rodríguez parece estar cooperando com os Estados Unidos. E, se possível, poderia nos dar uma atualização sobre Cuba? A queda do regime lá parece, de certa forma, iminente.

SECRETÁRIO RUBIO: Bem, quanto à Venezuela, lembre-se de que tínhamos um plano em três etapas. A primeira era a estabilização. Não queríamos que o país enfrentasse uma migração em massa. Não queríamos uma guerra civil. Não queríamos tumultos nas ruas. Isso foi, em grande parte, alcançado. De fato, não presenciamos nada disso.

A segunda é uma fase de recuperação. E é nela — a fase de recuperação — que nos encontramos agora; um momento em que se observa não apenas uma recuperação econômica acontecendo na Venezuela, mas também uma recuperação econômica que é benéfica para os Estados Unidos. Refiro-me ao fato de que eles estão enviando todo aquele petróleo para as nossas refinarias, e o dinheiro resultante — os lucros gerados — está sendo depositado em contas bancárias controladas pelo Tesouro dos Estados Unidos. Esse dinheiro está sendo revertido em benefício do povo venezuelano, em vez de ser roubado.

Parte dessa recuperação se manifesta na libertação de centenas de prisioneiros políticos que pudemos presenciar. Vimos também o fechamento daquela prisão muito infame, onde costumavam encarcerar todos os prisioneiros políticos. Já se passaram apenas três meses. O que foi alcançado na Venezuela em apenas três meses é nada menos que extraordinário. 

Em última análise, será necessária uma fase de transição. Terão de ser realizadas eleições livres e justas na Venezuela, e esse momento precisa chegar. E isso exige — não é algo para sempre, mas precisamos ser pacientes; contudo, também não podemos ser complacentes. Sendo assim, sinto-me muito satisfeito com o progresso que fizemos na Venezuela ao longo de três meses. E todos aqueles pessimistas que previam um cenário catastrófico afirmando que, depois que Maduro foi detido, como deveria ter sido, e levado à justiça, que as coisas iriam dar terrivelmente errado, bem, creio que eles precisam admitir que estavam equivocados. Até o momento, tudo correu bem na Venezuela ao longo destes últimos três meses.

O caso de Cuba é, na verdade, trágico. Cuba possui um modelo econômico que não funcionaria em lugar nenhum do mundo. Eles não têm um modelo econômico. Não existe uma economia em Cuba. Literalmente, não há economia alguma. E, infelizmente, as pessoas que comandam o aparato governamental de lá são, ao mesmo tempo, incompetentes e incapazes de solucionar esses problemas.

Portanto, acredito que Cuba necessita de duas coisas: reformas econômicas e reforma política. Não é possível consertar a economia do país sem alterar o seu sistema de governo. E — bem, eles estão em sérias dificuldades, não há dúvida quanto a isso, e teremos mais notícias a respeito muito em breve. Estamos trabalhando nisso também.

(…)


Veja o conteúdo original: https://www.state.gov/releases/office-of-the-spokesperson/2026/03/secretary-of-state-marco-rubio-with-sean-hannity-of-fox-news-3/ 

Esta tradução é fornecida como cortesia e apenas o texto original em inglês deve ser considerado oficial


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