Monday, January 5, 2026

Trechos da entrevista do secretário de Estado, Marco Rubio, com Kristen Welker, do programa Meet the Press da NBC

Department of State United States of America

Tradução cortesia do Departamento de Estado dos Estados Unidos



MARCO RUBIO, SECRETÁRIO DE ESTADO

Miami, Flórida

PERGUNTA: Quem se junta a mim agora é o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio. Secretário Rubio, bem-vindo de volta ao Meet the Press.

SECRETÁRIO RUBIO: Obrigado.  

PERGUNTA: Muito obrigada por estar aqui. Gostaria de começar com uma pergunta mais abrangente: os Estados Unidos estão agora em guerra com a Venezuela? 

SECRETÁRIO RUBIO: Não há guerra. Quero dizer, estamos em guerra contra organizações de narcotráfico. Não é uma guerra contra a Venezuela. Estamos aplicando as leis americanas referentes às sanções ao petróleo. Impusemos sanções a entidades; vamos ao tribunal, obtemos um mandado, apreendemos essas embarcações com petróleo. E isso continuará. Portanto, claro — continuamos a nos reservar o direito de realizar ataques contra embarcações do narcotráfico que estejam trazendo drogas para os Estados Unidos, operadas por organizações criminosas transnacionais, incluindo o Cartel de los Soles. Obviamente, o líder deles — o líder desse cartel — está agora sob custódia dos EUA e responderá à justiça americana no Distrito Sul de Nova York, e esse é Nicolás Maduro. Portanto, fizemos grandes avanços nesse sentido. 

PERGUNTA: Mas, Sr. secretário, acho que há muitas dúvidas sobre quem serão os responsáveis durante essa transição. O presidente Trump disse: "Nós vamos administrar o país." Então, é o senhor, é o secretário Hegseth? Quem são essas pessoas que vão administrar o país, especificamente?

SECRETÁRIO RUBIO: Bem, não se trata de administrar o — é administrar políticas, a política em relação a isso. Queremos que a Venezuela siga em uma determinada direção porque não apenas acreditamos que isso seja bom para o povo venezuelano, como também está alinhado ao nosso interesse nacional. Ou se trata de algo que representa uma ameaça à nossa segurança nacional ou de algo benéfico ou prejudicial ao nosso interesse nacional.

PERGUNTA: E o senhor está envolvido nessa transição, secretário?

SECRETÁRIO RUBIO: E então, obviamente, estou muito envolvido nisso. Bem, quero dizer, acredito que todos sabem que estou bastante envolvido com a política deste Hemisfério, obviamente como secretário de Estado e conselheiro de Segurança Nacional, muito envolvido em todos esses elementos. O Departamento de Guerra desempenha um papel muito importante aqui, juntamente com o Departamento de Justiça, por exemplo, porque são eles que têm de ir ao tribunal.

Portanto, este é um trabalho de equipe de todo o aparato de segurança nacional do nosso país. Mas é esta equipe que está implementando essa política, e o objetivo desta política é ver mudanças na Venezuela que sejam benéficas, antes de tudo, para os Estados Unidos — porque é para os EUA que trabalhamos — mas também, acreditamos, benéficas para o povo venezuelano, que tem sofrido enormemente. Queremos um futuro melhor para a Venezuela, e acreditamos que um futuro melhor para o povo venezuelano também estabiliza a região e torna a vizinhança em que vivemos um lugar muito melhor e mais seguro.  

PERGUNTA: O presidente Trump disse que o governo está trabalhando com a vice-presidente de Maduro, Delcy Rodríguez. Por que o governo se opõe a trabalhar com a líder da oposição, María Corina Machado? Ela também é, claro, a vencedora do Prêmio Nobel da Paz. A coalizão dela tem o apoio de 70% dos venezuelanos. Por que não trabalhar com ela? 

SECRETÁRIO RUBIO: Bem, alguns pontos. Em primeiro lugar, María Corina Machado é fantástica e é alguém que conheço há muito tempo, assim como todo esse movimento. Mas estamos lidando com a realidade imediata. A realidade imediata é que, infelizmente — e lamentavelmente — a grande maioria da oposição não está mais presente na Venezuela. Temos questões de curto prazo que precisam ser resolvidas imediatamente. Todos nós desejamos um futuro promissor para a Venezuela, uma transição para a democracia. Tudo isso é ótimo e todos nós queremos ver isso acontecer. Eu tenho trabalhado nisso por 15 anos em nível pessoal, tanto no Senado quanto agora como conselheiro de Segurança Nacional e secretário de Estado. Essas são coisas com as quais ainda me importo, com as quais ainda nos importamos. 

Mas o que estamos discutindo é o que acontecerá nas próximas duas, três semanas, dois, três meses, e como isso se relaciona com o interesse nacional dos Estados Unidos. Assim, esperamos obter mais cumprimento de regras e mais cooperação do que recebíamos anteriormente. Com Nicolás Maduro, não era possível chegar a um acordo, ou arranjo embora, diga-se de passagem, ele tenha recebido ofertas muito generosas. Ele poderia ter deixado a Venezuela há apenas uma semana e meia. Havia oportunidades para que ele evitasse tudo isso, porque ele não é alguém com quem podemos trabalhar. Ele enganou o governo Biden com acordos estúpidos. Ele construiu sua carreira descumprindo acordos e descobrindo como se salvar ganhando tempo. E nós não íamos — o presidente Trump não ia cair nessa armadilha.

Então, agora, outras pessoas estão no comando do aparato militar e policial. Elas terão de decidir qual direção seguir, e esperamos que escolham um caminho diferente daquele escolhido por Nicolás Maduro. Em última análise, esperamos que isso leve a uma transição abrangente na Venezuela — social, política, em todos os aspectos. Somos a favor de tudo isso. Mas, neste momento, precisamos dar os primeiros passos, e esses primeiros passos consistem em assegurar o que está relacionado ao interesse nacional dos Estados Unidos e também o que é benéfico para o povo venezuelano, e é nisso que estamos focados agora. Chega de narcotráfico, chega de presença do Irã e do Hezbollah no país —

PERGUNTA: Sim.   

SECRETÁRIO RUBIO: — e chega de usar a indústria do petróleo para enriquecer todos os nossos adversários ao redor do mundo, sem beneficiar o povo da Venezuela ou, francamente, sem beneficiar os Estados Unidos e a região.

PERGUNTA: O senhor fala sobre uma transição holística. Acho que há muita ênfase nas possíveis eleições. Quão rapidamente as eleições serão realizadas? Dentro de 30 dias, Sr. secretário? 

SECRETÁRIO RUBIO: Eleições? Ah, veja bem, este é um país que tem sido governado por esse regime há 14 ou 15 anos. As eleições deveriam ter ocorrido há muito tempo. As eleições aconteceram, eles perderam, e não contaram os votos ou se recusaram a contá-los, e todos sabem disso. Então, veja bem, creio que tudo isso é prematuro neste momento. Há muito trabalho a ser feito aqui. Agora, o que estamos focados — sejamos realistas — são em todos os problemas que tínhamos quando Maduro estava no poder; ainda temos esses problemas que precisam ser resolvidos. Vamos dar às pessoas a oportunidade de enfrentar esses desafios e esses problemas.

Enquanto não resolverem esse problema, continuarão enfrentando essa quarentena no petróleo, continuarão a enfrentar a pressão dos Estados Unidos. Continuaremos a atingir embarcações do narcotráfico se tentarem se dirigir aos Estados Unidos. Continuaremos a apreender as embarcações que forem alvo de sanções através de ordens judiciais. Continuaremos a fazer isso e, potencialmente, outras coisas, até que as questões que precisamos ver resolvidas sejam resolvidas. Porque, em última análise, acima de tudo — nós nos importamos com eleições, nos importamos com democracia, nos importamos com tudo isso — mas a principal coisa com a qual nos importamos é a segurança, a proteção, o bem-estar e a prosperidade dos Estados Unidos. E é nisso que vamos nos concentrar antes de qualquer coisa, e é disso que tratam essas políticas, essas mudanças que precisamos ver implementadas. 

PERGUNTA: Bem, o presidente Trump disse ao New York Post que não haverá tropas na Venezuela desde que Delcy Rodríguez, entre aspas, "faça o que queremos". Ela já está, no entanto, exigindo a libertação de Nicolás Maduro. Como o senhor sabe, ela insiste que seu país jamais se torne uma colônia. O que exatamente Rodríguez precisa fazer para manter as tropas americanas fora da Venezuela? 

SECRETÁRIO RUBIO: Bem, vamos esquecer a parte sobre as tropas americanas. O que precisa acontecer para que tudo isso mude, para que nossas relações com a Venezuela mudem e toda a nossa abordagem em relação ao país mude, são as questões que já destaquei. Não se pode inundar este país com membros de gangues. Não se pode inundar este país com drogas que vêm da Colômbia através da Venezuela com a cooperação de elementos das suas forças de segurança. Não se pode transformar a Venezuela no centro de operações do Irã, da Rússia, do Hezbollah, da China, dos agentes de inteligência cubanos que controlam aquele país. Isso não pode continuar. Essas coisas não podem permanecer em vigor. Não se pode continuar a ter as maiores reservas de petróleo do mundo sob o controle de adversários dos Estados Unidos, sem beneficiar o povo da Venezuela e sendo saqueadas por um pequeno grupo de oligarcas ao redor do mundo, inclusive dentro da Venezuela, sem beneficiar o povo daquele país.

Temos visto como nossos adversários em todo o mundo estão explorando e extraindo recursos da África e de todos os outros continentes. Eles não farão isso no Continente Americano. 

PERGUNTA: Sim.

SECRETÁRIO RUBIO: Não farão. Isso não vai acontecer sob o governo do presidente Trump. Leiam nossa Estratégia de Segurança Nacional. Ele leva isso a sério e vai fazer algo a respeito, e nós estamos fazendo algo a respeito.

PERGUNTA: Vamos falar sobre o panorama geral. Historicamente, as mudanças de regime promovidas pelos EUA não têm funcionado muito bem para os Estados Unidos no Iraque e na Líbia, para citar alguns exemplos. O senhor pode garantir aos americanos, ao povo dos Estados Unidos, que desta vez será diferente?

SECRETÁRIO RUBIO: Bem, eis o que aconteceu. Criou-se essa fobia, essa espécie de mentalidade. Primeiro, a maioria dos especialistas que as pessoas consultam, eu assisto a esses especialistas e é uma palhaçada, okay? São pessoas que dedicaram toda a carreira ao Oriente Médio ou a alguma outra parte do mundo, porque era lá que tudo acontecia. Pouquíssimos deles sabem alguma coisa sobre a Venezuela ou o Continente Americano. A Venezuela não se parece em nada com a Líbia. Não se parece em nada com o Iraque. Não se parece em nada com o Afeganistão. Não se parece em nada com o Oriente Médio, a não ser pelos agentes iranianos que circulam por lá conspirando contra os Estados Unidos. Okay? Esses são países ocidentais com longas tradições, em nível interpessoal e cultural, e laços com os Estados Unidos. Então, isso não tem nada a ver com aquilo.

Portanto, creio que as pessoas precisam parar de atribuir os mesmos valores a coisas diferentes, comparando as coisas boas do Oriente Médio com as coisas ruins do Continente Americano.

Em segundo lugar —  

PERGUNTA: Mas o senhor —

SECRETÁRIO RUBIO: — isso diz respeito ao interesse nacional dos Estados Unidos. E tenho certeza de que estamos em uma situação mais segura e melhor porque estamos levando isso a sério. A alternativa teria sido deixar Maduro lá como um narcotraficante indiciado, um presidente ilegítimo governando o país, com um convite aberto para que todos os nossos adversários fizessem o que quisessem contra os Estados Unidos a partir da Venezuela. Isso não ia continuar. A alternativa teria sido permitir que um narcotraficante continuasse a usar o território nacional e elementos do poder de um Estado-nação para fortalecer organizações de narcotráfico. Leiam a acusação. Esse sujeito usou os mecanismos do aparato de segurança deles não para prender narcotraficantes —  

PERGUNTA: Sim, mas —  

SECRETÁRIO RUBIO: — mas para cooperar e facilitar o tráfico de drogas com o objetivo de levá-las aos Estados Unidos.   

PERGUNTA: E —  

SECRETÁRIO RUBIO: Isso vai acabar.

PERGUNTA: O governo cubano é o próximo alvo do governo Trump, Sr. secretário? Muito rapidamente.

SECRETÁRIO RUBIO: Bem, o governo cubano é um enorme problema. Sim, o governo cubano é um enorme problema, antes de tudo, para o povo de Cuba. 

PERGUNTA: Então, isso é um sim?  

SECRETÁRIO RUBIO: Mas acredito que as pessoas não compreendem totalmente — acho que elas estão em muitos apuros, sim. Não vou falar sobre quais serão nossos próximos passos e nossas políticas neste momento a esse respeito. Mas não é nenhum mistério que não somos grandes fãs do regime cubano, que, aliás, era quem sustentava Maduro. Toda a força de segurança interna de Maduro, todo o seu aparato de segurança interna, é inteiramente controlado por cubanos. Uma das histórias não contadas aqui é como, em essência — você fala de colonização, porque acho que você disse que Delcy Rodríguez mencionou isso.  

PERGUNTA: Sim.   

SECRETÁRIO RUBIO: Os que, de certa forma, colonizaram, pelo menos dentro do regime, são os cubanos. Foram os cubanos que protegiam Maduro. Ele não era protegido por guarda-costas venezuelanos.

PERGUNTA: Certo.  

SECRETÁRIO RUBIO: Ele tinha guarda-costas cubanos. Em termos de sua inteligência interna — 

PERGUNTA: Certo. 

SECRETÁRIO RUBIO: — quem espiona quem internamente para garantir que não haja traidores, tudo isso é feito por cubanos.

(…)


Veja o conteúdo original: https://www.state.gov/releases/office-of-the-spokesperson/2026/01/secretary-of-state-marco-rubio-with-kristen-welker-of-nbcs-meet-the-press/

Esta tradução é fornecida como cortesia e apenas o texto original em inglês deve ser considerado oficial.


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