Wednesday, December 3, 2025

Trechos da entrevista do secretário de Estado, Marco Rubio, com Sean Hannity, da Fox News

Department of State United States of America

Tradução cortesia do Departamento de Estado dos Estados Unidos



ENTREVISTA

MARCO RUBIO, SECRETÁRIO DE ESTADO
WASHINGTON, DC

(…) 

PERGUNTA: Sobre a questão da triagem de cidadãos afegãos, descobrimos que muitos deles apresentavam inúmeros sinais de alerta, e vou exibir as estatísticas na tela. Recebemos 76 mil. Mais de 5 mil nunca deveriam ter entrado neste país.

SECRETÁRIO RUBIO: Certo.

PERGUNTA: O governo Biden nos garantiu reiteradamente que eles tinham sido examinados e aprovados. Não há como muitos deles terem sido examinados e aprovados. Oitocentos e oitenta e seis deles — vou exibir isso na tela — também estão em liberdade no país neste momento.

SECRETÁRIO RUBIO: Certo.

PERGUNTA: O senhor colocou uma pausa nisso. O Departamento de Estado interrompeu. O presidente interrompeu. Kristi Noem se pronunciou. Em que ponto estamos com tudo isso e qual é o perigo disso?

SECRETÁRIO RUBIO: Bem, a pausa é na verdade — nós a anunciamos, mas, na verdade, temos sido muito mais cautelosos desde que assumimos o cargo, com muita pressão sobre nós, aliás, para permitir a entrada de mais pessoas, já que muitas delas serviram como intérpretes e atuaram a nosso lado no Afeganistão, e, portanto, suas vidas estavam em risco. Então, desde o início houve muita pressão. Mas reduzimos o ritmo desse processo desde o primeiro dia a fim de fazer uma verificação extra das pessoas.

Eis o problema com a examinar e aprovar pessoas: não se consegue fazer uma triagem perfeita, não importa quem seja a pessoa, por alguns motivos. O primeiro é que não podemos verificar apenas as informações que existem, certo? Portanto, é possível que, em muitos casos, haja coisas sobre essas pessoas que simplesmente não sabemos. Não importa o quanto você as investigue, certas informações simplesmente não existem. E em algumas partes do mundo onde há documentação muito limitada, muito limitada, não se pode simplesmente sair e entrevistar as pessoas em muitos casos devido à presença do Talibã, etc. Isso se torna muito difícil.

A segunda coisa que você consegue avaliar é o que as pessoas fizeram no passado. Você não pode avaliar o que as pessoas podem fazer no futuro. Há outra dinâmica em jogo aqui: é possível permitir que alguém entre em nosso país sem qualquer histórico de radicalização, talvez até tenha trabalhado com você no passado, mas essa pessoa é suscetível à radicalização depois de chegar aos Estados Unidos porque não se adapta bem, porque se torna vítima de alguma propaganda on-line e de esforços para radicalizar pessoas, e dois ou três anos depois, você descobre que essa pessoa se radicalizou.

Isso é uma ameaça. Essa é uma ameaça real. É uma ameaça para todos. Temos pessoas nascidas aqui nos Estados Unidos que foram radicalizadas. Mas eu acredito que a ameaça é maior entre pessoas que vêm de culturas e origens que dificultam sua assimilação quando chegam aos Estados Unidos, e que as tornam vulneráveis ​​à propaganda em língua árabe, por exemplo, do Estado Islâmico, da Al-Qaeda ou de qualquer outro grupo que busca radicalizar pessoas. 

Então, veja bem, a conclusão é que não há maneira eficaz de permitir que centenas de milhares de pessoas entrem em qualquer país do mundo sem enfrentar consequências. Se você pegar 100 mil pessoas de qualquer lugar do mundo, vai ter algum percentual que se revelará problemático. Ou se tornam criminosos ou potencialmente terroristas. Creio que essa ameaça aumenta quando essas pessoas vêm de lugares com movimentos terroristas que as visam para radicalização assim que entram em nosso país.

PERGUNTA: Parece haver algum mal-entendido. Eu chamo isso de doutrina Trump. Eu tenho minha definição. Okay, eu concordo com o presidente e não quero que os Estados Unidos se envolvam em guerras intermináveis ​​nunca mais. Concordo com essa parte. Mas isso não significa isolacionismo. Parece haver um grupo de americanos que interpreta mal o que o presidente quer dizer.

Por exemplo, em seu primeiro mandato, ele eliminou o califado do Estado Islâmico. Ele eliminou Soleimani naquela pista de pouso. Ele eliminou Baghdadi e seus associados. Ele lançou a Mãe de Todas as Bombas no Afeganistão. Não sei como alguém pode pensar que o mundo não é um lugar mais seguro com a destruição das instalações nucleares do Irã. Isso não é isolacionismo. Isso é a força americana usada para o bem, e 12 dias depois Israel e Irã cessaram os combates.

SECRETÁRIO RUBIO: Sim. Bem, a maneira como eu descreveria é que não é isolacionismo. Também não é aventureirismo, que é esse argumento em que outros caíram, de que de alguma forma existe um problema no mundo e a única solução para ele é os Estados Unidos enviarem recursos militares para resolvê-lo.

O que o presidente faz é — primeiro, ele define o que está no cerne do interesse nacional dos Estados Unidos. Há muitas coisas terríveis acontecendo no mundo; nem todas elas estão no centro de nossos interesses nacionais. Em segundo lugar, ele define qual o resultado que deseja. E em terceiro lugar, ele toma medidas muito específicas e limitadas a fim de obter o resultado que é bom para nosso país.

Então, o caso em questão é o Irã. O Irã tinha essas instalações nucleares. Nós sabíamos o que eram. Sabíamos o que eram há muito tempo. E o presidente conduziu uma campanha precisa. Não foi uma guerra prolongada. Foi uma operação de 24 horas; bombardeiros B-2 partiram do território continental dos Estados Unidos, sobrevoaram um alvo definido e fizeram o lançamento das bombas — 14 mísseis ou 14 foguetes — diretamente nas aberturas dessa instalação.

PERGUNTA: Os destruidores de bunkers.

SECRETÁRIO RUBIO: Os destruidores de bunkers. Deram meia-volta e voltaram para casa. E foi isso. Não envolveu cinco dias de combate. Não houve 15 dias de combate. Não envolveu tropas terrestres ou seis meses de conflito. Ele tinha um objetivo: destruir aquela instalação nuclear. Íamos obliterá-la. Ele entrou, fez isso e saiu. Objetivo cumprido. Alcançamos nosso objetivo. O objetivo era a destruição da instalação nuclear, o que foi alcançado, sem envolver os Estados Unidos em algo mais amplo do que isso.

Esse é um ótimo exemplo do uso limitado, estratégico e focado do poder americano visando alcançar algo que é de nosso interesse nacional. Era de nosso interesse nacional não permitir que o Irã tivesse um programa nuclear que pudesse se transformar em um programa de armas que um dia pudesse ameaçar os Estados Unidos. E o presidente encontrou uma oportunidade para fazer algo a respeito e o fez.

(…) 

PERGUNTA: Você foi promovido.

Permita-me ir para a Venezuela, se eu puder, e depois iremos para a Ucrânia. Na Venezuela, parece que os Estados Unidos estão mostrando sua presença militar. Temos eliminado narcoterroristas. Um conflito sobre — Pete Hegseth, o secretário de Guerra, abordou isso hoje cedo em termos da cadeia de comando e da decisão correta de eliminar esses barcos que estão trazendo drogas para nosso país, que estão matando americanos. Maduro foi basicamente instruído pelo presidente a sair. Estamos à beira de um possível conflito aqui?

SECRETÁRIO RUBIO: Não, então há algumas coisas que eu gostaria de dizer sobre isso. A primeira é que o presidente autorizou uma missão de combate ao tráfico de drogas na região. O fato de Maduro estar irritado com isso mostra que drogas estão saindo da Venezuela. Se você observar esses barcos, verá que o regime de Maduro não é um governo legítimo. O que ele é, na verdade, é uma organização de transbordo. Ele permite que cocaína e outras drogas produzidas na Colômbia sejam traficadas através do território venezuelano e, com a cooperação de elementos do regime, possam sair da Venezuela em aviões e navios com destino aos Estados Unidos. Portanto, eles cooperam abertamente com os traficantes de drogas. 

Além disso, o regime venezuelano é uma fonte de instabilidade em toda a região. Mais de 8 milhões de venezuelanos migraram para países vizinhos como resultado das atividades do regime em seu próprio país, inclusive para os Estados Unidos. Eles também são um ponto de apoio para o Irã. Isso não é discutido o suficiente. O Irã, sua Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) e até mesmo o Hezbollah têm presença na América do Sul, e uma de suas principais bases — especialmente para os iranianos — é dentro da Venezuela. Acabamos de falar sobre o Irã e a hostilidade que ele nutre pelos Estados Unidos. Onde eles fincaram sua bandeira em nosso Hemisfério foi em território venezuelano, com a plena e aberta cooperação daquele regime. 

Então, o fato de Maduro se sentir ameaçado pela presença de ativos americanos na região em uma missão antidrogas prova que ele está envolvido com o narcotráfico. E, aliás, não sou eu quem está dizendo isso. Não estou inventando. Isso foi uma acusação formal apresentada pelo Distrito Sul de Nova York em 2020 — uma acusação formal. Era incontestável. Até o presidente decidir tomar alguma providência, ninguém contestava que Maduro estava envolvido com o narcotráfico. Ninguém.

PERGUNTA: Sim.

SECRETÁRIO RUBIO: Agora que ele está fazendo algo a respeito, temos todas essas pessoas da esquerda e de outros setores vindo a público dizendo: "Bem, isso não é verdade e não foi comprovado." Temos uma acusação formal por um grande júri — não por políticos, mas por um grande júri no Distrito Sul de Nova York — que o indiciou, juntamente com várias pessoas do regime. Então, é isso que é importante destacar aqui.

Pois bem, dito isso, também acho interessante. Se um porta-aviões dos Estados Unidos fosse posicionado na costa do Japão, ou na costa do Pacífico, ou no Mediterrâneo, ou em algum lugar na costa da Europa, todos ficariam felizes, porque isso demonstraria o compromisso dos Estados Unidos com as parcerias de segurança que temos ao redor do mundo. 

Mas, de alguma forma, se um porta-aviões e nossos ativos navais forem enviados para nosso próprio Hemisfério, isso vira um problema? Eu diria que, se o foco é no Continente Americano e em uma política "Estados Unidos em Primeiro Lugar", você começa com o seu próprio Hemisfério, onde vivemos. O que acontece aqui — não estou dizendo que as coisas que acontecem do outro lado do mundo não sejam importantes. Estou dizendo que o que acontece em nosso Hemisfério nos impacta mais rápido e mais profundamente do que algo que acontece do outro lado do mundo. 

PERGUNTA: Permita-me fazer perguntas semelhantes. O senhor acredita que, especialmente com a crise da seca que o Irã está enfrentando, e com Maduro tendo sido basicamente instruído — praticamente ordenado pelo presidente a deixar o poder — estamos possivelmente à beira de uma mudança de regime em ambos os países?

SECRETÁRIO RUBIO: Bem, veja, no fim das contas, com Maduro — e o problema dele basicamente é que esse é um sujeito com quem, se você quiser fazer um acordo, eu não sei como você faria. Ele rompeu todos os acordos que já fez. Agora, isso não significa que não se deva tentar. Se for possível encontrar uma maneira de trazer estabilidade ao Hemisfério, de fazer com que a Venezuela se torne um país que não seja base para a influência iraniana e para atividades contra os Estados Unidos, se conseguirmos ter uma Venezuela que não trafique drogas e não envie pessoas para nosso país, como os membros da gangue Tren de Aragua e outros do mesmo tipo, isso seria excelente.

O problema é que Maduro fez cinco acordos com diferentes partes nos últimos dez anos e rompeu todos eles. O governo Biden fez um acordo com Maduro. Ninguém fala sobre isso. Ele fez um acordo com Maduro. Eis o acordo: Maduro pediu que seus sobrinhos — traficantes de drogas condenados — fossem libertados das prisões americanas. Ele pediu que seu chefe do esquema de lavagem de dinheiro, seu homem do dinheiro, seu "homem da mala", fosse libertado da custódia americana antes de ser julgado. Em troca, ele prometeu realizar eleições livres e justas. Ele conseguiu ter os sobrinhos de volta, os traficantes de drogas. Ele recuperou o "homem da mala". E nunca realizou as eleições livres e justas.

PERGUNTA: E ele roubou a eleição. 

SECRETÁRIO RUBIO: Ele roubou as eleições.

PERGUNTA: Sim.

SECRETÁRIO RUBIO: Eles enganaram Joe Biden. Eles não vão enganar Donald Trump. E esse é realmente o problema fundamental que temos aqui. Creio que o presidente é uma figura única na história moderna americana. Ele está disposto a se sentar, se reunir e conversar com qualquer pessoa, certo? Ele se reuniu outro dia com o presidente da Síria, que tem um passado interessante em termos de suas atividades passadas, para dizer o mínimo. Ele está disposto a se reunir com Putin. Está disposto a se reunir com Xi. Ele está disposto a se reunir com Kim Jong-un, como fez em seu primeiro mandato. Ele está disposto a se reunir com qualquer pessoa. Mas, no fim das contas, tem de haver alguém com quem se possa realmente fazer um acordo. Já conseguimos fazer um acordo com os chineses, mas Maduro nunca cumpriu um acordo. Isso não significa que o presidente não vá tentar. E não quer dizer que nós também não devamos tentar. 

(…)


Veja o conteúdo original: https://www.state.gov/releases/office-of-the-spokesperson/2025/12/secretary-of-state-marco-rubio-with-sean-hannity-of-fox-news-hannity/ 

Esta tradução é fornecida como cortesia e apenas o texto original em inglês deve ser considerado oficial. 


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